A fratura diafisária da clavícula é uma fratura comum do adulto sendo até 10% de todas as fraturas. A fratura de clavícula mais frequente é a do terço médio (ou meio da clavícula), que ocorre em 80% dos casos. Antigamente, recomendava-se o tratamento não cirúrgico, com apenas imobilização, resultando uma não consolidação em apenas 1% dos casos, porém estudos mais recentes demostraram que a taxa de não união pode chegar de 15 a 20% dos casos, a perda de força do ombro chega de 18 a 33% dos casos e 42% dos pacientes tiveram sequela residual após 6 meses de tratamento.
A técnica de fixação da fratura de clavícula com o tratamento cirúrgico tem se tornado cada vez mais utilizada, devido ao seu sucesso em comparação com o tratamento não cirúrgico. Além disso, geralmente essa fratura acomete pacientes jovens e ativos, que desejam o rápido retorno a sua função, ganho do movimento do ombro precoce. Existem basicamente dois tipos de fixação: uma é a fixação com placa e parafusos e a outra é a fixação intramedular.
A fratura fixada de forma precoce leva ao retorno mais rápido da função do paciente e previne a incapacidade residual que pode levar a uma nova fratura. As complicações são maiores com o tratamento não cirúrgico, sendo a principal queixa a não união óssea. No tratamento cirúrgico, a principal complicação a irritação dos implantes (placas ou pinos metálicos), que é resolvida com a sua remoção, mas ainda assim bastante rara. Foi avaliado o retorno a atividade da vida diária e o paciente que foi submetido ao tratamento cirúrgico conseguiu o retorno em 80% dos casos no décimo sexto dia do pós-operatório.